sábado, 4 de setembro de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

Do Zé do cochilo para o Luis da cidade

Prezado Luís,
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava. Lembra né? O Zé do sapato sujo. Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão e que, por isso, o sapato sujava.
Se não lembrou ainda, eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo? Hehehe. Era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormir, já era mais de meia noite. De madrugada, o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso, só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra, né Luís?
Pois é. Estou pensando em mudar para viver aí na cidade, que nem vocês. Não que seja ruim o sítio. Aqui é bom! Muito mato, passarinho, ar puro. Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos aí da cidade. Tô vendo todo mundo falar que nós, da agricultura familiar, estamos destruindo o meio ambiente.
Veja só. O sítio do pai, que agora é meu (não te contei: ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro de uma tal de APP que criaram aqui na vizinhança.
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luís?
Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né), contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho, como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, e falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas, tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo. Mas as vacas daqui não sabem os dias da semana. Aí, não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto do Juca, e disseram que o beliche tava 2 centímetros menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra, né Luís? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer, parte do salário dele. Bom, Luís, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada, me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato e nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
Depois que o Juca saiu, eu e Marina (lembra dela, né? Casei) tiramos o leite às 5 e meia. Aí eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia. Isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava. Hoje eu jogo fora.
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dias pra fazer.Mesmo assim, ele ainda me multou, e, pra poder pagar, tive que vender os porcos, as madeiras e as telhas do chiqueiro. Fiquei só com as vacas.
O promotor disse que, desta vez, por esse crime, ele não ia mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luís: aí quando vocês sujam o rio também pagam multa grande, né? Agora, pela água do meu poço, eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui, agora, o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios aí da cidade.
A pocilga já acabou e as vacas não podem chegar perto. Só que, alguma coisa tá errada. Quando vou na capital, nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado. Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luís? Quem será? Aqui no mato, agora, quem sujar tem multa grande, e dá até prisão.
Cortar árvore então, Nossa Senhora! Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo. Então resolvi derrubá-la pra aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa. Fui no escritório daqui pedir autorização. Como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar.
Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo. Aí, eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro, foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que, desta vez, vou ficar preso.
Tô preocupado, Luís, pois, no rádio, deu que a nova lei vai dar multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que, se eu for multado, perco o sítio numa semana. Então, é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade. Aí tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado. Só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
Eu vou morar aí com vocês, Luís. Mas fique tranquilo, pois vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sítio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro, a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Aí, é bom que é e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca; é só abrir a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisar de nós ? os criminosos aqui da roça.
Até mais Luís.

Zé Cochilo (do sapato sujo)
Ah, desculpe Luís: não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui. Mas, me aguarde até eu vender o sítio.

Autor: Luciano Pizzatto é engenheiro
florestal, especialista em direito socioambiental e empresário, diretor de Parques Nacionais e Reservas do IBDF/IBAMA 88/89, deputado desde 1989, detentor do 1º Prêmio Nacional de Ecologia.

Fonte: www.revistaberro.com.br
Carta Escrita no Ano 2070

Ano 2070 acabo de completar os 50, mas a minha aparência é de alguém de 85.
Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água.
Creio que me resta pouco tempo.
Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.

Recordo quando tinha 5 anos.
Tudo era muito diferente.
Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins
e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora.
Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele.

Antes todas as mulheres mostravam as suas formosas cabeleiras.
Agora devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água.

Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira.
Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma.

Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA ÁGUA,
só que ninguém lhes ligava; pensávamos que a água jamais se podia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão
irreversivelmente contaminados ou esgotados.

Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber era oito copos
por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo.

A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo;
tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século
passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.

A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela
desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não
tem a capa de ozônio que os filtrava na atmosfera, imensos desertos
constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.

As infecções gastrintestinais, enfermidades da pele e das vias
urinárias são as principais causas de morte.

A indústria está paralisada e o desemprego é dramático.
As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego
e pagam-te com água potável em vez de salário.

Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas.
A comida é 80% sintética.
Pela ressequidade da pele uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40.

Os científicos investigam, mas não há solução possível.
Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado por falta
de árvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.

Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos,
como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.

O governo até nos cobra pelo ar que respiramos. 137 m3 por dia por habitante e adulto.
A gente que não pode pagar é retirada das "zonas ventiladas", que estão
dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar,
não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos.

Em alguns países ficam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é
fortemente vigiado pelo exército, a água voltou a ser um tesouro muito
cobiçado mais do que o ouro ou os diamantes.
Aqui em troca, não há arvores porque quase nunca chove,
e quando chega a registrar-se uma precipitação, é de chuva ácida;
as estações do ano têm sido severamente transformadas
pelas provas atômicas e da indústria contaminante do século XX.

Advertiam-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso.

Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito
que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar
banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse,
o saudável que era a gente. Ela pergunta-me:
Papá! Porque se acabou a água?

Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado,
porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente ou
simplesmente não tomamos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos
pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será
possível dentro de muito pouco porque a destruição do meio ambiente chegou
a um ponto irreversível.

Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse
isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar ao nosso planeta terra!

(Documento extraído da revista biográfica "Crônicas de los Tiempos" de Abril de 2002.)

terça-feira, 30 de março de 2010

Seja um Educador...

O Academico das ciências biológicas iniciate em licenciatura optou a ser um educador portanto mesmo se especilizando em outra diciplina, exige-se um conhecimento na lingua portuguesa e por tanto a forma de expressar é de suma impotância.
Por exemplo o individuo que optou por licenciatura ele tem que ter uma forma de se passar o que ele sabe mais simples isso porque ele vai trabalhar com crianças ou então com adolecentes, por isso tem que se expressar de uma forma mais simples.
Ja um profissional que optou a seguir uma carreira de Bacharel, por ele ser um pesquisador ou então que ele desenvolva projetos geralmente ele ira apresentar o material do mesmo, e ja para isso ele terá que se expressar de uma forma que os seus ouvintes entendam.
Portanto não basta saber o português mas sim saber o modo de se usar o português em suas diversas formas e situações.

Autores: Lucas e Samuel

domingo, 28 de março de 2010

Comunicação e Interação
A Língua Portuguesa é de grande importância para todos os brasileiros e em especial para o caso do estudante de Biologia, pois é através dela que a comunicação acontece com maior facilidade mas para que isso se torne possível é necessário saber como utilizá-la em diferentes ocasiões.
O estudante de Biologia faz uso da forma oral e escrita da Língua Portuguesa para que consiga se comunicar em meio a comunidade acadêmica por isso é necessário que domine o conteúdo dessa disciplina e assim possa exercer sua principal função na universidade que é produzir conhecimento.
Para que a função do universitário seja bem sucedida é preciso que ele saiba falar e escrever com coesão e coerência pois assim será possível que esse aluno consiga se comunicar com seu interlocutor de forma eficaz.
Portanto a Língua Portuguesa é de extrema importância para o estudante de Biologia, pois assim ele poderá expressar o que sabe produzindo textos que possam ser compreendidos por seu público alvo.

sábado, 27 de março de 2010

Que importância tem a língua portuguesa para os estudiosos de Ciências Biológicas

A língua portuguesa é importante em todos os aspectos , é através dela que nos relacionamos; expressando nossas ideias e obejetivos. Tanto na forma escrita como oral.
É apartir dela que compreendemos e interpretamos melhor o que esta ao nosso redor.
A boa comunicação é a chave para a realização e concretização de nossos sonhos, tanto individualmente quanto coletivamente.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Quem não se comunica...

Quem não se comunica...


Um cliente, meio acanhado, dirigiu ­se até a mesa pediu licença pra sentar-se e num fio de voz falou:

Moço, eu tô precisando de dinherinho

emprestado. Será que seu banco pode me ajudá?

Depende, cavalheiro. Há certas formalidades

prévias. Por exemplo: o senhor já tem cadastro aqui?

O quê? S`eu tenho padrasto, padrinho? tá

querendo insinuá o quê? Perguntei apenas se o senhor tem ficha aqui. Ah bão! Aqui não. Mas no meis passado,

quando fiz operação de hérnia, lá no hospitá fizeram um numerário.

uma moça bonita, toda cheia de risquinhos, nomes cumplicado e número. No úrtimo dia, aproveitei uma

cochilada da enfermera e passei a mão nela...

Na enfermeira???

_ Não, na ficha. Levei ela pra casa de lembrança.

O senhor podia aproveitá ela . Nóis ganha tempo. E depois, eu não tô doente agora, não teria assunto para outra coisa.

_ Nós não estamos querendo saber da sua doença. O QUE NOS INTERESSA É E A SUA SITUAÇÃO FINANCEIRA. Por exemplo, qual é o seu patrimônio liquido?– Ora moço, pra falá a verdade, eu vô dizê uma coisa pro sinhô, quase todo o meu tar de patrimônio é solido. Eu tenhu umas terrinha, uns boizinho e um tratô. Mais se o sinhô faiz questão de pratrimônio liquido, eu posso citá o meu açude e um garrafão de pinga que to guardando. È do tempo que meu ingenho inda funcionava. È das boa! Das amarelinha!

_ O senhor já operou em algum banco da praça?

_ Meu Jesuis! Aqui é banco ou hospitá? O sinhô só fala emficha, operação. Cruiz credo. Craro que nunca operei. Num sô médico. Sô fazendero. Só se o sinho considerá como operação as veiz que eu capei meus leitão. Às veiz que eu cortei os casco de umas vaca que tava com manqueira. Mas foi no currar da fazenda. Tinha graça eu levá meus bicho pra operá num banco da praça, bem defronte da Igreja? Credo, Deus castiga!

_ Não se trata disso. O que queremos saber é se o senhor já foi mutuário de nossa carteira.

_ Que coisa é essa? Então o sinhô me acha com cara de camelô pra tê mustruário de cartera? Eu sô é fazendero...

_ Mostruário não. Eu disse mutuário. Em qual das nossas carteiras o senhor já tem experiência?

_ Essa agora? Em veiz de camelô, o sinhô agora mi chama de batedô de cartera do pessoar do Banco?

Está difícil o senhor me compreender, mas pelo que deduzi de nossa conversa, o senhor está precisando de um capital de giro? Certo?

_ Eu lá quero sabe de dá giro pela capitá, moço.

Tô muito bem aqui no interiô. O que tô precisando é dum dinheirinho emprestado. Só!


Num quero levantá nada. Num posso. Depois da minha operação de hérnia, o médico me proibiu de levantá peso. E eu sei lá quanto pesa esse tal de numerário. . Eu preciso é de dinhero.

Em qual modalidade de financiamento o senhor quer enquadar-se

FINAME, FUNDIPRA, PASEP, PIS, FUNRURAL, FIPESP, FIRUM, FIREX...

depois, eu não tô doente agora, não teria assunto pra PIS, FUNRURAL, FIPESP, FIRUM, FIREX...

Moço, pelo amor de Jesuis! Como é que se fala

um dinherinho emprestado” nessa sua língua? Eu vô

mandá meu fio MAIS VEIO aqui conversá com o sinhô. O MUNDO tá ficando cumplicado mesmo.

Se o senhor prefere assim...

É mio sim. Descurpe não tê entendido o sinhô.

tratô. Mais se o sinhô faiz questão de patrimônio

Quando tivé um tempinho, dá uma passadinha minha fazenda pra prová um gole do meu “patrimônio líquido. Garanto que na tercera dose a gente tá se intende muito mió

Publicado no caderno de questões da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, 2008

O LUTADOR
Lutar com palavras
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
mal rompe a manhã.
São muitas, eu pouco.
Algumas, tão fortes
como o javali.
Não me julgo louco.
Se o fosse, teria
poder de encantá-las.
Mas lúcido e frio,
apareço e tento
apanhar algumas
para meu sustento
num dia de vida.
Deixam-se enlaçar,
tontas à carícia
e súbito fogem
e não há ameaça
e nem há sevícia
que as traga de novo
ao centro da praça.
Insisto, solerte.
Busco persuadí-las.
Ser-lhes-ei escravo
de rara humildade.

Carlos Drummond de Andrade